Quem pode ocupar o jogo?
A ascensão do esporte feminino revela uma transformação em curso dentro da cultura esportiva
Oi, pessoal!
A representação feminina no esporte tem ganhado cada vez mais visibilidade ao longo dos anos, impulsionada pela exposição na mídia, pelos investimentos das marcas e pelo crescente interesse do público.
Em clima de Copa (e de olho na edição feminina que o Brasil receberá em 2027) reunimos alguns exemplos que ajudam a entender como o esporte vem se tornando um espaço mais diverso, cultural e conectado às transformações da sociedade.
Segundo um relatório da consultoria americana Entertainment Data Oracle, o esporte feminino nos Estados Unidos registrou um aumento de 140% nas campanhas publicitárias.
A sororidade vem redefinindo a competitividade, promovendo união sem comprometer o desempenho. Ao mesmo tempo, o movimento de positividade corporal chega aos campos, quadras e arenas para desafiar padrões de beleza.
Modalidades tradicionalmente associadas ao universo masculino, como os esportes de combate, também conquistam espaço entre as mulheres, quebrando estereótipos e reforçando a ideia de que o esporte é para todos. Veja exemplos:
Em 2025, a Dove se uniu à Sports Illustrated para lançar uma edição especial dedicada a jovens atletas e ao combate de estereótipos reproduzidos pela mídia. A iniciativa responde a um dado preocupante: 48% das meninas abandonam a prática esportiva porque são levadas a acreditar que têm o “tipo de corpo errado”. A publicação traz perfis de atletas como Honor Smoke, lutadora de apenas 10 anos. Na Inglaterra, a jogadora do Arsenal e da seleção inglesa Lotte Wubben-Moy firmou parceria com a Gillette Venus em um projeto voltado para combater inseguranças relacionadas ao corpo no esporte, especialmente entre mulheres.
Fundada pela atriz americana Whoopi Goldberg, a AWSN (All Women’s Sports Network) é o primeiro canal de televisão global dedicado exclusivamente ao esporte feminino. Disponível em partes da Ásia, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, a emissora transmite modalidades como futebol, basquete, tênis e críquete. Motivada por suas próprias experiências, Goldberg busca ampliar a visibilidade e promover mais igualdade para as mulheres no esporte.
A cinebiografia de Marta chega às telonas brasileiras em 8 de abril de 2027. Alice Carvalho viverá a jogadora no longa-metragem que promete apresentar a trajetória completa de atleta no meio futebolístico: o início incerto no Vasco da Gama, a passagem marcante pelo Santos e a consolidação como protagonista da Seleção Brasileira, etapa que impulsionou a conquista de seis prêmios de melhor jogadora do mundo. Ansiosos para assistir!
A visibilidade das mulheres no esporte é parte de uma mudança maior. Em nosso estudo sobre o futuro das comunidades esportivas, aprofundamos essa transformação e observamos como o esporte deixou de ser apenas performance para se tornar uma linguagem cultural capaz de conectar moda, arte, identidade e pertencimento.
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